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Ásia: a nova estratégia ameriacana

O governo Bush quer redesenhar o mapa da segurança da região. É uma questão de vontade, política e econômica. Como reagirá a própria Ásia ?

A Índia também quer proteção. É longa sua história de conflitos com a China a respeito de fronteiras. E Nova Déli acredita que o Paquistão, seu arqui-inimigo, esteja se transformando em cliente da China. Embora laços íntimos com os EUA continuem sendo um assunto controverso na Índia, a idéia de uma parceria total na segurança tem apelo crescente. O governo do primeiro-ministro Atal Vajpayee também espera que melhores relações se traduzam em investimentos americanos, altamente necessários. Além disso, a florescente indústria da informação do país é hoje uma fonte vital de software e talentos de engenharia para o Vale do Silício. Esse fator, acreditam alguns indianos, será útil na manutenção de um sistema de fabricação americana para a defesa contra mísseis. A calorosa recpção dada a Armitage durante sua visita em 10 e 11 de maio "chegou a causar estranheza", diz Kanti Bajpai, perito em relações internacionais da Universidade Jawaharlal Nehru, em Nova Deli. "Espero ver o rápido desenvolvimento de relações muito mais próximas com a Índia", imagina Richard Perle, ex-secretário assistente da Defesa do governo Reagan. Espera-se que o governo Bush cancele as sanções decretadas depois dos testes indianos com armas nucleares, em 1998.
Mas, na Índia os EUA terão de lidar com as duras verdades do comércio. O comércio daquele país com a China aumentou dez vezes nos últimos sete anos, chegando a US$ 2 bilhões anuais. Esse valor deve aumentar quando China e Índia eliminarem barreiras de acordo com as regras da Organização Mundial do Comércio. Empresas dos dois paíse, que fabricam de motos a relógios de pulso, já estão Constituindo empreendimentos conjuntos.